A Odisseia chega aos cinemas brasileiros com direção de Christopher Nolan e Matt Damon no papel principal. O clássico de Homero acompanha a jornada do guerreiro grego tentando retornar ao reino de Ítaca após anos na Guerra de Troia, mas o caminho de volta dura uma década repleta de desafios e perigos.
Embora protagonizado por um homem, a narrativa revela que as mulheres ocupam posição essencial. A ninfa Calipso mantém Odisseu preso em sua ilha durante sete anos, e sua sedução é tão poderosa que o próprio herói admite que a deusa supera em beleza sua esposa mortal, Penélope. Enquanto isso, Penélope não permanece passiva: com coragem e inteligência, enfrenta 108 pretendentes que invadem o palácio esperando se casar com ela e assumir o trono.
A deusa Atena funciona como principal aliada divina de Odisseu, fornecendo sabedoria e estratégia desde a Guerra de Troia. Ela orquestra seu resgate entre os feácios, disfarçando sua aparência desgastada para torná-lo digno de hospitalidade. Significativamente, Atena frequentemente aparece na forma de homens diante de mortais, demonstrando que embora o poder social esteja nas mãos masculinas, são as mulheres que frequentemente redirecionam os acontecimentos.
O filme aborda sexo, estratégia e poder como temas centrais, questões que permanecem atuais. A odisseia emerge menos como história de heroísmo tradicional e mais como narrativa onde deusas, ninfas e mortais exercem influência decisiva sobre o destino do protagonista.
Com informações de g1.globo.com.