O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) participou, nesta terça-feira (8), de uma ação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para protocolar, ao lado de outros candidatos ao Palácio do Buriti, uma representação que pede a investigação de repasses financeiros envolvendo uma empresa contratada pelo Governo do Distrito Federal e uma empresa ligada ao marido e à filha da governadora Celina Leão. O documento solicita a instauração de Inquérito Civil Público e de Procedimento Investigatório Criminal para apuração dos fatos.
A representação tem como base informações publicadas pela imprensa sobre supostos repasses de R$ 1,4 milhão da Real JG Facilities para a Faceng Engenharia. Segundo o documento, a Real JG mantém contratos com o GDF, enquanto a Faceng é apontada como empresa pertencente ao marido e à filha da governadora. Os pagamentos teriam ocorrido por meio de 14 notas fiscais mensais e consecutivas de R$ 100 mil, entre maio de 2025 e junho de 2026.
“É o padrão de escândalos de corrupção do Governo Ibaneis/Celina e Celina/Ibaneis. E aqui estamos fazendo aquilo que se espera de quem disputa o governo e tem compromisso com o interesse público: diante de fatos graves, pedir que as instituições investiguem. O Distrito Federal precisa de transparência e de respostas claras para a população”, afirmou Cappelli.
Entre as diligências solicitadas estão a análise de contratos, aditivos, notas fiscais, ordens de serviço e comprovantes de pagamento; a preservação de registros contábeis e fiscais; e a apuração da efetiva prestação dos serviços relacionados aos pagamentos mencionados. A representação também pede que cópias sejam encaminhadas à Procuradoria Regional Eleitoral do DF e à Procuradoria-Geral da República, considerando as possíveis repercussões eleitorais e o foro por prerrogativa de função da governadora.
O documento ressalta que a representação não afirma a ocorrência de ilícitos, mas sustenta haver elementos que justificariam uma investigação. Também registra as versões apresentadas pelos envolvidos, segundo as quais os repasses decorreriam de relações comerciais privadas e sem vínculo com o Poder Público.
Para Cappelli, a apuração é fundamental para preservar a confiança nas instituições e garantir igualdade na disputa eleitoral.
“Quem governa Brasília precisa estar acima de qualquer dúvida quando o assunto é dinheiro público. Se está tudo regular, a investigação vai esclarecer. Se houver irregularidade, os responsáveis precisam responder. O que não podemos aceitar é que dúvidas dessa dimensão fiquem sem resposta”, declarou o candidato.