A prática de jogar santinhos nas ruas durante períodos eleitorais segue sendo comum em várias cidades do país, apesar de configurar crime previsto na Lei das Eleições. Candidatos continuam recorrendo à estratégia de distribuir propagandas impressas nas vias públicas, especialmente na madrugada anterior aos pleitos, na esperança de influenciar votantes de última hora.
O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e corregedor regional eleitoral, Roberto Maia Filho, reforça que a conduta acarreta não apenas penalidades legais, como também riscos reais à segurança dos eleitores. Ele cita caso de uma idosa de Bauru que morreu em 2012 após escorregar em monte de santinhos próximo ao local de votação, sofrendo fratura na bacia e falecendo dias depois por complicações do trauma.
Segundo o corregedor, candidatos justificam o derramamento argumentando que eleitores podem se interessar ao ver o material no chão. Maia Filho questiona essa lógica e destaca que a prática desrespeita a inteligência do eleitor, além de sobrecarregar a limpeza urbana e prejudicar especialmente idosos e pessoas com deficiência. Para ele, essas ações refletem falta de consideração com a cidade e seus habitantes.
O TRE-SP incentiva denúncias desse crime eleitoral, disponibilizando canais como o aplicativo Pardal para que cidadãos reportem irregularidades. A medida faz parte de esforços para coibir uma prática que, embora ilegal, persiste como costume em algumas localidades brasileiras.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.