O ministro Flávio Dino manifestou-se nesta terça-feira contra a narrativa de colapso no Judiciário. Em postagem nas redes sociais alusiva ao Dia do Advogado, o integrante do Supremo Tribunal Federal descartou a existência de uma crise “terminal e apocalíptica” no mundo do direito, atribuindo esse tipo de discurso a motivações ideológicas e eleitorais.
Dino reconheceu a existência de problemas nas instituições jurídicas, mas os enquadrou como passíveis de correção mediante reformas. O ministro apontou como prioridades enfrentar a morosidade processual, combater corrupção entre profissionais da área, regular o uso de inteligência artificial, coibir fraudes com precatórios e investigar lavagem de dinheiro e venda de decisões judiciais.
Em abril, Dino apresentou proposta de reforma estruturada em 15 eixos, incluindo punições mais severas para magistrados corruptos e limites ao uso de tecnologia nos tribunais. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, também estabeleceu grupos de trabalho no Conselho Nacional de Justiça para discutir remuneração de juízes e modernização da Justiça, com apresentação de propostas prevista para o fim do ano.
Com informações de g1.globo.com.