Dois quadros de Pierre-Auguste Renoir desaparecidos de um museu na Riviera Francesa retornaram após investigação que contou com análise de DNA e monitoramento de veículos. O roubo ocorreu em setembro no Museu Renoir, localizado em Cagnes-sur-Mer, onde quatro homens foram indiciados preliminarmente acusados de roubo organizado e associação criminosa.
Os criminosos utilizaram uma serra elétrica para acessar o local durante a noite, tentando subtrair quatro pinturas. Ao ouvirem o alarme disparar, que alertou policiais em minutos, os ladrões entraram em pânico e conseguiram levar apenas duas obras. “Retrato de Madame Colonna Romano” e “Jovem no Poço” foram deixadas para trás protegidas por uma capa especial. Juntas, as pinturas valem aproximadamente 4,2 milhões de euros.
O material genético encontrado na capa possibilitou vincular um suspeito de 29 anos já monitorado pela polícia em outra investigação. Registros de rastreamento de seu veículo confirmaram sua presença no local e levaram os investigadores a um terceiro homem que confessou ter escondido as obras atrás de uma parede. Posteriormente, descobriu-se que os suspeitos preparavam um novo roubo em instituição cultural da região, levando às prisões preventivas.
O caso reacendeu debates sobre segurança em museus franceses. O local, última moradia do pintor impressionista antes de sua morte em 1919, é a principal atração turística da cidade litorânea. Autoridades policiais reforçam que o país enfrenta operações sofisticadas de grupos criminosos organizados voltadas ao patrimônio cultural.
Com informações de g1.globo.com.