O ministro das Relações Exteriores enviou correspondência ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos contestando a proposta de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Segundo o órgão americano, o Brasil e outros países não teriam impedido adequadamente a circulação de itens fabricados com trabalho forçado, justificando as cobranças com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
No documento, o Itamaraty rejeita as conclusões da investigação americana, classificando-as como errôneas e arbitrárias. O governo brasileiro argumenta que o relatório não considerou informações sobre as legislações e ações de fiscalização adotadas para combater o trabalho análogo à escravidão. A manifestação também critica o uso de medidas unilaterais, defendendo que questões dessa natureza deveriam ser resolvidas por meio da cooperação internacional e dos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
O Brasil ainda aponta que os EUA acumularam superávit comercial superior a US$ 400 bilhões nas transações bilaterais desde 2007, o que enfraqueceria a justificativa para aplicação das tarifas. O governo destaca possuir mecanismos legais e institucionais que incluem responsabilização criminal, fiscalização trabalhista e cooperação entre órgãos públicos para prevenir e punir casos de trabalho forçado.
Com informações de g1.globo.com.