📍 Brasília, DF

Bandeira LGBTQIA+ é barrada no gramado do Congresso Nacional

No Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado neste domingo (28), cerca de 20 ativistas foram impedidos por policiais legislativos de estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. O símbolo, nas cores do arco-íris, media aproximadamente 50 metros de comprimento e seria usado em um ato descrito pelo grupo como pacífico.

De acordo com o ativista Michel Platini, o grupo chegou ao local antes das 10h. Assim que a bandeira foi aberta no gramado, viaturas da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados chegaram ao local. Segundo ele, a abordagem foi agressiva: “A polícia veio de uma forma violenta para a gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto”. Platini afirma que os policiais alegaram ausência de autorização, mas que o grupo havia comunicado o ato com mais de 24 horas de antecedência, como garante a Constituição para manifestações pacíficas.

O ativista Rafael Lira, de 39 anos, também presente no local, disse que o grupo ficou assustado com a chegada das viaturas. “Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta”, afirmou. O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, soube do episódio ainda nesta tarde e anunciou que pedirá explicações sobre a conduta dos policiais.

O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do DF, dos quais Platini faz parte, pretendem entrar com representação formal na Câmara dos Deputados para que a conduta dos agentes seja investigada. A assessoria de comunicação da Casa foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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