Por trás da vegetação verde e do canto dos pássaros que embelezam o Parque Ecológico em Águas Claras existe um trabalho silencioso de voluntários que transformam o espaço em referência de preservação do Cerrado. O grupo nasceu em 2018 quando moradores se uniram para fortalecer a produção de mudas nativas que já era realizada no viveiro do parque, localizado atrás da administração.
Um grande incêndio em 2018 marcou a história do projeto. O incêndio destruiu parte da vegetação, mas impulsionou o movimento de recuperação ambiental com a comunidade. Desde então, o viveiro produz entre mil e duas mil mudas por ano, todas destinadas ao reflorestamento do parque e de outras áreas do Distrito Federal, como margens de rios e escolas. As sementes são coletadas no Cerrado, passam por cuidados em sementeiras e são cultivadas em recipientes feitos de garrafas PET recicladas, permanecendo sob acompanhamento até o plantio na época das chuvas.
O viveiro funciona diariamente das 8h às 18h e reúne cerca de 80 voluntários, com aproximadamente 40 participantes regulares. Cada pessoa escolhe o dia, horário e atividade conforme sua preferência. Além do reflorestamento, o espaço possui horta comunitária, compostagem, orquidário e pomar. Um momento marcante foi a criação do Bosque dos Voluntários em 2020, quando centenas de mudas foram plantadas em área degradada, transformando-a em símbolo da mobilização comunitária.
O viveiro aceita doações de adubos, insumos, pó de café e cascas de ovos para fortalecer o trabalho. A rotina flexível é reconhecida pelos voluntários como uma forma de terapia e conexão com a natureza, unindo preservação ambiental e qualidade de vida.
Com informações de jornaldebrasilia.com.br.