O Brasil decidiu não participar das audiências públicas que começaram esta semana nos Estados Unidos para debater as tarifas propostas pela administração Trump contra produtos brasileiros. Apesar da ausência no microfone, a embaixada brasileira em Washington enviará representantes como observadores para acompanhar os argumentos apresentados pelo setor produtivo.
O governo brasileiro acredita que o verdadeiro espaço para negociação não está nessas audiências públicas, mas nas conversas técnicas de alto nível que ocorrem nos bastidores há semanas. Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio se reuniu com o representante comercial dos EUA e apresentou uma proposta de encaminhamento sobre os seis pontos levantados pelos americanos, aguardando resposta formal.
O prazo para fechar um acordo vence em 15 de julho. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam, porém, que a recomendação das tarifas tem caráter político e ignora argumentos técnicos. Por isso, nos bastidores, autoridades brasileiras não acreditam na reversão completa do tarifaço, apostando apenas em possível redução ou anúncio de exceções.
O senador Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo se inscreveram para discursar durante as audiências, trazendo argumentos brasileiros para o debate público americano.
Com informações de g1.globo.com.