A noite de terça-feira (18) foi tumultuada no Hospital Regional de Taguatinga. Quando os vigilantes anunciaram a greve, médicos trancaram as salas e interromperam os atendimentos. Uma aposentada relatou que a internet caiu logo após os seguranças deixarem o prédio, prejudicando até a pediatra que estava em atendimento.
Segundo o sindicato da categoria, aproximadamente 18 mil vigilantes pararam as atividades em toda a rede de saúde do Distrito Federal. A categoria cobra aumento de 6,5%, reajuste no vale alimentação e fim das contratações por hora. O diretor do sindicato alertou que a cláusula de contratação horária poderia eliminar um terço dos postos de trabalho mensais.
Em outras unidades, a situação foi igualmente caótica. No Hospital Regional de Ceilândia, o pronto-socorro parou. Pacientes em Paranoá relataram tentativas de invasão do prédio após o anúncio da paralisação, com a Polícia Militar precisando ser acionada. A Secretaria de Saúde reforçou segurança com o 1º Batalhão da PM nas unidades afetadas.
A secretaria informou que atrasos no atendimento também ocorrem por instabilidade do sistema Trackcare, não apenas pela greve. A pasta trabalha para estabilizar a rede o quanto antes.
Com informações de g1.globo.com.