O Dia dos Avós, celebrado nesta quarta-feira (26), ganhou um sabor especial no Guará. Duas moradoras do bairro estão na lista das avós que estão redefinindo o que significa envelhecer no Distrito Federal — e os exemplos vão de trilhas de 100 km a tablets ligados o dia todo.
Lucimar Lima, 54 anos, é dona de casa, avó de duas meninas de 6 e 7 anos e colecionadora de aventuras. Depois de perder o marido, ela deixou para trás a rotina de bordado e atividades na igreja e partiu para o que chama de “prazer”. No currículo recente: uma trilha de 100 km no Espírito Santo, pescarias com amigos e três saltos de paraquedas — o primeiro foi presente do filho no Dia das Mães. O próximo desejo é mergulhar em mar aberto. “Tem que ter determinação, empolgação e força de vontade, mas esses são meus pontos fortes”, afirmou. As netas, segundo ela, dizem que querem ser iguais à vovó.
Já dona Janett Silva, 84 anos, também moradora do Guará, escolheu a tecnologia como companheira. Bisavó ativa, ela usa tablet, celular e notebook todos os dias para buscar receitas na internet, ler notícias e manter contato com amigos e família no Rio de Janeiro via WhatsApp. Fez curso de informática, está nas redes sociais desde os tempos do Orkut e conversa com cerca de 15 pessoas pelo aplicativo de mensagens. Os cadernos de receita de papel continuam, mas agora chegam abastecidos direto da web.
As histórias das duas guarenses fazem coro com um movimento mais amplo entre avós do DF que estão trocando o estereótipo da velhice por novos projetos e desafios. Para Lucimar, a receita é simples: “Isso tudo alimenta o coração.”
Com informações de g1.globo.com.