📍 Brasília, DF

Inclusão digital deve ser crítica, defende educadora

A inclusão digital na era da inteligência artificial deve ir além de simplesmente fornecer aparelhos e acesso a estudantes e professores. Essa é a avaliação de Daniela Costa, consultora da Unesco para o Brasil, que participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI realizado no Rio de Janeiro. Segundo ela, é preciso pensar em objetivos, motivações, riscos e oportunidades ao implementar tecnologias nas escolas.

Costa apresentou dados que ilustram tanto avanços quanto desafios. Na China, aulas de alta qualidade distribuídas via tecnologia a 100 milhões de estudantes rurais elevaram resultados em 32% e reduziram a desigualdade salarial urbano-rural em 38%. Porém, a simples presença de um celular já comprometeu o aprendizado em 14 países, com correlação negativa entre uso excessivo de tecnologias digitais e desempenho acadêmico.

O Brasil conta desde janeiro de 2025 com lei federal que proíbe o uso de celular durante aulas, recreios e intervalos. Dados do Cetic.br mostram que 51% das escolas impedem até mesmo que alunos tragam o aparelho para a instituição. Essa regra se torna mais flexível conforme avança o nível de ensino, chegando a apenas 31% no ensino médio, onde celulares devem ficar guardados em acessórios ou locais específicos da escola.

A consultora defende que a inclusão digital precisa ser significativa e crítica. Não basta entregar tecnologia nas mãos de alunos e professores sem preparação adequada para seu uso consciente e educativo, capaz de aproveitar oportunidades enquanto reduz riscos.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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