A Instituição Fiscal Independente vinculada ao Senado Federal divulgou nesta quinta-feira parecer crítico sobre o impacto das propostas de campanha nas contas públicas. O órgão, por meio de seu relatório de acompanhamento fiscal, sustenta que os compromissos assumidos durante o período eleitoral pioraram uma situação já problemática nas finanças governamentais.
Conforme levantamento da instituição, apenas três medidas geram desequilíbrio de R$ 40 bilhões em 2027: reajuste do Bolsa Família, perda de arrecadação com apostas online e pacote para microempreendedores. A campanha ainda propôs ampliar o programa Pé de Meia para ensino superior e isentar tarifa de transporte coletivo nos fins de semana. Com esses novos gastos, a IFI projeta déficit primário potencial de até 1% do PIB no próximo ano.
Os diretores do órgão ressaltam que romper o ciclo de desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias e juros altos é prioridade máxima. A instituição estima necessidade de ajuste equivalente a 3 pontos do PIB e recomenda anúncio rápido de um plano fiscal consistente e da composição do Ministério da Fazenda para acalmar mercados financeiros e investidores.
Com informações de g1.globo.com.