O Ministério Público do Rio de Janeiro acionou a Justiça contra oito pessoas acusadas de participar de uma operação ilícita que canalizava recursos oriundos do jogo do bicho para o mercado legal por meio de plataformas de apostas esportivas online. Segundo investigações do núcleo especializado em crimes cibernéticos e crime organizado, os denunciados movimentaram pelo menos R$ 5,2 milhões de forma irregular.
As operações ocorreram em simultaneidade em múltiplos pontos: bairros da zona sul carioca como Botafogo e Barra da Tijuca, além de Freguesia e centro do Rio. A ação também alcançou endereços nos estados do Paraná e Goiás, com apoio das respectivas instituições de Ministério Público. A Justiça bloqueou os registros nacionais e suspendeua atividade de duas empresas-chave na operação: a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações.
Segundo a denúncia, a Rio Jogos funcionava como portal para a movimentação do dinheiro ilícito. No dia 6 de maio de 2024, dois aportes de R$ 2,5 milhões cada foram direcionados à Lema Administração e Participações, entidade responsável pela plataforma. Horas depois, o montante total foi repassado à Loterj como pagamento de outorga para exploração de apostas de cota fixa.
O esquema contou com estrutura sofisticada: além das empresas mencionadas, utilizava pessoas caracterizadas como laranjas e diferentes canais de transferência financeira. A 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa recebeu a denúncia e segue acompanhando o caso.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.