Após visitar escolas no Plano Piloto e Cruzeiro, o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos constatou que as instituições de educação integral prometidas pelo governo funcionam sem planejamento adequado. Os achados serão apresentados em audiência pública que a instituição deve convocar nos próximos dias.
Entre os problemas identificados estão refeições com excesso de carboidratos e pouco oferecimento de legumes e verduras, falta de espaços para descanso dos alunos e redução no desempenho escolar. Uma das escolas visitadas oferecia o mesmo lanche três vezes ao dia. Apenas uma unidade apresentou cardápio com opções para intolerância alimentar, informou o presidente do conselho.
A mudança afetou cerca de seis mil alunos que perderam as aulas nas Escolas Parque uma vez por semana. Atividades artísticas e esportivas que deveriam ser oferecidas nas Escolas Classe não chegaram com eficácia, conforme relatos de responsáveis. A falta de professores especializados foi apontada como diferença em relação ao modelo anterior.
A Secretaria de Educação afirmou estar em processo de avaliação do modelo e reconheceu a necessidade de ampliar refeitórios e capacitar profissionais. Segundo a coordenadora regional da pasta, ajustes estão sendo feitos ao longo do semestre letivo.
Com informações de g1.globo.com.