O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos visitou escolas no Plano Piloto e Cruzeiro e identificou que as unidades integrais prometidas funcionam sem estrutura adequada. Após percorrer sete instituições, o conselho constatou improviso no atendimento aos alunos durante os primeiros seis meses do programa.
As falhas documentadas incluem cardápios com excesso de carboidratos e pouca variedade de vegetais, insuficiência de espaços para descanso das crianças e queda no rendimento escolar. Apenas uma das escolas visitadas oferecia opções para intolerância alimentar, e em algumas há repetição excessiva do mesmo tipo de lanche. Para os seis mil alunos que deixaram de frequentar as Escolas Parque uma vez por semana, as atividades artísticas e esportivas nas Escolas Classe não chegaram com eficácia, conforme relato de responsáveis.
O conselho deve apresentar relatório em audiência pública e convocará a Secretaria de Educação para esclarecimentos. A Secretaria reconheceu a necessidade de ampliação de refeitórios e capacitação dos profissionais, afirmando que ajustes ocorrem ao longo do semestre letivo. O processo representa um compromisso firmado entre o GDF e o Tribunal de Contas do DF para aprovação do modelo de educação integral.
Com informações de g1.globo.com.