O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH) percorreu sete escolas no Plano Piloto e no Cruzeiro e concluiu que o modelo de educação integral implantado pelo GDF opera, nos primeiros seis meses, com pouco planejamento. Um relatório com as conclusões será apresentado em audiência pública, e novas visitas a outras unidades ainda estão previstas.
Entre os problemas registrados estão cardápios com excesso de carboidratos e oferta insuficiente de legumes e verduras, ausência de espaço adequado para descanso e queda no rendimento escolar. Apenas uma das escolas visitadas apresentou cardápio adaptado para intolerâncias alimentares. Segundo Michel Platini, presidente do CDPDDH, houve relato de achocolatado com bolacha sendo servido três vezes ao dia. “Essas crianças passam dez horas por dia nas escolas, elas precisam de uma estrutura e alimentação adequada”, afirmou Platini.
Outro ponto levantado é a situação dos cerca de 6 mil alunos que deixaram de frequentar as Escolas Parque uma vez por semana. A promessa de que atividades artísticas e esportivas seriam oferecidas nas Escolas Classe não se concretizou com eficácia, segundo o conselho. Uma mãe de aluna da 306 Norte, Flávia Cheveux Courts, reconheceu o esforço dos gestores da escola, mas ressaltou a ausência de professores especializados nos moldes das Escolas Parque.
A Secretaria de Educação, por meio da representante da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto, Ana Lucia Moura, afirmou que o modelo está em processo de avaliação e que ajustes, como a ampliação dos refeitórios e a capacitação de profissionais, estão sendo realizados ao longo do semestre. O CDPDDH também convocará a Secretaria para prestar esclarecimentos em audiência pública a ser marcada nos próximos dias.
Com informações de g1.globo.com.