📍 Brasília, DF

Influenciadores ganham para viralizar músicas escondido

Viralizar uma música deixou de ser sorte e virou negócio. Agências de marketing musical como a Rap Marketing, que trabalham com artistas como Anitta, Ludmilla e Filipe Ret, oferecem serviços de “marketing de viralização” com promessa de levar faixas ao trending das redes. O público consome esses conteúdos sem saber que foram pagos e encomendados.

Uma das estratégias mais comuns é a competição entre nano-influenciadores. Agências selecionam criadores com seguidores para participar de disputas onde o prêmio vai para quem mais posta conteúdo com a mesma música. A atividade dura entre cinco e dez dias, estimulando o algoritmo das plataformas a impulsionar o áudio para mais pessoas. Quanto mais contas diferentes usam a mesma faixa, maior o alcance gerado organicamente pelo sistema.

Outra tática envolve páginas temáticas que recebem por fora para usar músicas em seus posts. Edits de lances de futebol, vlogs de receitas ou vídeos sem conexão aparente com a música podem ser campanhas pagas. Um artista contrata 50 páginas para usar sua faixa de fundo, e assim impacta milhões de pessoas de forma discreta. O TikTok também oferece um formato nativo chamado “Campanhas”, onde criadores de conteúdo podem lucrar ao usar músicas promovidas pela plataforma.

A estratégia é tão sutil que passa desapercebida. Dancinhas, vídeos espontâneos e tendências que parecem naturais no feed frequentemente fazem parte de planos de divulgação estruturados. Nesse sistema, influenciadores, artistas e plataformas lucram, mas o público segue acreditando que descobriu organicamente aquele som novo.


Com informações de g1.globo.com.

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