A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil divulgou que aproximadamente 36,5% das exportações agropecuárias para os Estados Unidos sofrerão com a tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo americano. A medida entra em vigor na próxima quarta-feira, após investigação comercial conduzida pelas autoridades dos EUA.
Segundo a entidade, a expansão da lista de produtos isentos reduziu o alcance da cobrança, deixando 63,5% do valor exportado pelo setor fora da tributação extra. Itens como pescados, mel e café solúvel conquistaram a exclusão da medida. Porém, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar permanecerão na lista de cobrança, representando cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para o mercado americano em 2025.
A CNA atribui a ampliação das exceções ao trabalho de lobby realizado junto ao governo americano, destacando que apresentou estudos técnicos comprovando que a competitividade brasileira decorre de ganhos de produtividade e inovação, não de práticas comerciais desleais. A confederação defende que Brasil e EUA mantêm cadeias produtivas complementares e relação comercial estratégica.
A entidade sinalizou que continuará acompanhando o caso e buscando alternativas para mitigar os impactos da tarifa sobre o setor agropecuário, apostando no diálogo construtivo com as autoridades americanas para preservar a relação comercial bilateral.
Com informações de g1.globo.com.