Camelôs de diferentes regiões do Rio de Janeiro realizaram manifestação em frente à sede da Prefeitura nesta quarta-feira contra medidas de intensificação do ordenamento urbano na orla da zona sul. Os vendedores ambulantes, com faixas e palavras de ordem pedindo o direito de trabalhar, denunciaram que a fiscalização tem impedido o exercício de suas atividades e solicitaram diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere.
O protesto respondeu ao anúncio do Programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público, que iniciará fiscalização permanente a partir de 16 de julho em Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A administração municipal afirma que o foco é desarticular estruturas do crime organizado que exploram pontos comerciais ilegais, e não trabalhadores regularmente autorizados. O secretário municipal de Ordem Pública informou que já foram identificados mais de mil pontos de venda irregulares nessas áreas.
Manifestantes ouvidos pela Agência Brasil contestam a generalização que associa camelôs ao crime organizado. Um vendedor ambulante com mais de 20 anos em Copacabana afirmou nunca ter presenciado cobrança de taxas por criminosos. Outra participante relata estar sem trabalhar há cerca de 20 dias devido às ações de ordenamento. A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs concordou com necessidade de fiscalização, mas pediu que a prefeitura avance na regularização de trabalhadores que aguardam autorização há anos.
Alguns ambulantes relatam protocolos de regularização pendentes desde 2001 sem resposta da prefeitura. A categoria reclama falta de legalização apesar de aguardarem autorização há anos e pedem que punições atinjam apenas quem comete irregularidades, não toda a categoria.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.