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Tifanny se rebela contra veto trans no vôlei

A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, rompeu o silêncio sobre a recém-anunciada política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol que proíbe atletas trans de competir na categoria feminina. Com 41 anos e pioneira transgênero da Superliga, a jogadora classificou a medida como um retrocesso monumental e reafirmou sua determinação em seguir atuando.

Em pronunciamento divulgado pela assessoria do clube, Tifanny denunciou que a CBV está lhe retirando aquilo que mais ama: o voleibol e sua profissão. Segundo ela, o impacto vai além, atingindo seu clube, torcida, patrocinadores e as pessoas que se inspiram em sua trajetória. A atleta comparou o novo critério—que exige teste genético SRY negativo—aos procedimentos vexatórios utilizados nos anos 1960 e 1970 para avaliação de mulheres atletas.

A manifestação veio após estreia do Osasco no Campeonato Paulista, onde Tifanny marcou 19 pontos em derrota por 3 sets a 2 para o Pinheiros. A Federação Paulista permitiu sua participação por estar fora do período de vigência da nova regra. A CBV justificou a mudança alegando alinhamento com diretrizes do Comitê Olímpico Internacional e da federação internacional de voleibol.

Tifanny, campeã da Superliga em 2025 e primeira mulher trans a conquistar o principal torneio nacional, prometeu prosseguir na luta por direito à visibilidade, inclusão e prática do esporte, descartando qualquer recuo diante da decisão confederativa.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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