O Discord encaminhou seus esclarecimentos à Agência Nacional de Proteção de Dados na noite de sexta-feira, respondendo à determinação de suspensão das transmissões ao vivo no país. Em seu documento, a plataforma reforçou seu compromisso com a segurança do ambiente digital e negou qualquer associação com práticas de violência ou automutilação.
A empresa argumentou que a criptografia das chamadas de voz e vídeo impediu o bloqueio prévio do conteúdo problemático, e que sua atuação ocorreu em menos de 25 minutos após ser comunicada pelas autoridades. O Discord também listou mecanismos de proteção disponibilizados aos usuários, como verificação de idade, ferramentas de controle parental e dependência de denúncias de usuários e inteligência artificial para moderar o conteúdo.
A resposta vem após o caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que teve morte por suicídio associada a transmissões na plataforma. A Polícia Federal deflagrou operação que resultou na prisão de cinco adolescentes e um homem de 18 anos, além da apreensão de um menino de 14 anos identificado como líder do grupo. O Discord sustentou que avaliações técnicas indicam que o ato final não ocorreu na plataforma.
A ANPD determinou na quarta-feira a suspensão apenas das lives do Discord no Brasil, não da plataforma inteira. A empresa tinha até sexta para cumprir a ordem e dispõe de dez dias adicionais para entrar com recurso e apresentar detalhes sobre seus mecanismos de proteção a menores.
Com informações de g1.globo.com.