A Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180), vinculada ao Ministério das Mulheres, funciona como porta de entrada para mulheres em situação de violência que buscam orientação, acolhimento ou apoio para denunciar agressões. Gerenciado em Brasília, o serviço registrou mais de um milhão de atendimentos nos sete primeiros meses deste ano, consolidando-se como referência em acolhimento e orientação sobre direitos e políticas públicas.
Quem trabalha nas linhas de atendimento enfrenta histórias que desafiam a conhecida máxima sobre “briga de marido e mulher”. Uma atendente compartilhou relato de mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro, sem apoio familiar, que conseguiu registrar denúncia através da central. Outro caso envolveu uma criança de dez anos ligando para relatar situação de violência contra a mãe, enquanto uma idosa buscou o serviço após sofrer agressão do próprio filho.
A equipe de cerca de 370 profissionais, entre atendentes, psicólogas, gestoras e capacitadoras, recebe acompanhamento psicológico semanal, individual ou coletivo, para lidar com o impacto emocional dos atendimentos. As atendentes relatam que, apesar dos desafios, existe satisfação em ajudar mulheres a encontrar coragem para denunciar e, em muitos casos, simplesmente desabafar com quem as acolha.
Com informações de g1.globo.com.