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Tartarugas carregam bactérias do plástico, aponta pesquisa

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal Fluminense constatou que tartarugas-verdes no litoral do Rio de Janeiro compartilham os mesmos tipos de bactérias presentes nos resíduos de plástico dispersos no ambiente marinho. O levantamento analisou microorganismos do corpo dos animais na praia de Itaipu, em Niterói, e os comparou com bactérias coletadas de pedaços de plástico, água do mar e algas da região.

O resultado surpreendeu os pesquisadores. As bactérias encontradas nas tartarugas se mostraram mais similares àquelas presentes no plástico do que nos alimentos ou na água onde os quelônios passam a maior parte do tempo. Segundo o coordenador da pesquisa, essa proximidade bacteriana sugere uma conectividade muito maior entre as tartarugas e o material plástico do que se esperava, indicando que a ingestão e contato com resíduos pode ser uma fonte significativa de exposição dos animais a esses microorganismos.

Entre os gêneros bacterianos identificados tanto no plástico quanto nas tartarugas estão Vibrio, Pseudomonas, Bacillus, Staphylococcus, Streptococcus, Chryseobacterium e Clostridium. Alguns desses grupos de microorganismos incluem espécies capazes de provocar doenças em animais e seres humanos. Contudo, a pesquisa não aprofundou a investigação para confirmar se essas bactérias estão efetivamente causando patogenias nos animais estudados.

Colaboraram no estudo pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do projeto Aruanã, dedicado à conservação das tartarugas-marinhas da Baía de Guanabara. Os achados reforçam a preocupação com a poluição plástica marinha, expandindo a compreensão sobre os riscos microbiológicos que esse tipo de resíduo representa para a fauna aquática.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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