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Ranking sexual de alunas expõe objetificação na internet

Estudantes de uma instituição privada em Presidente Prudente foram vítimas de um esquema de objetificação sexual quando fotos suas, extraídas de redes sociais sem permissão, circularam em grupo de mensagens. As imagens foram usadas em um ranking com comentários ofensivos e termos degradantes, gerando 12 boletins de ocorrência e envolvendo 16 vítimas.

Segundo Elaine Rampazo, presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da OAB, a objetificação sexual desumaniza a pessoa ao tratá-la apenas como objeto de desejo, desconsiderando sua humanidade e capacidades. Diferencia-se do assédio e da sexualização por remover completamente a condição de ser humano da vítima, tornando-a mero instrumento de utilidade sexual.

A psicóloga Isadora Zambrano aponta que a internet amplifica comportamentos misóginos já presentes na sociedade. O distanciamento oferecido pela tela cria ilusão de impunidade, enquanto justificativas como era só brincadeira invalidam os sentimentos das vítimas. A normalização histórica da misoginia funciona como desculpa em si mesma para essas condutas.

Apesar de palestras e abordagens em salas de aula, a especialista destaca que protocolos claros com punições efetivas ainda são necessários. Atualmente, a objetificação sexual, isoladamente, não é tipificada como crime segundo legislação brasileira.


Com informações de g1.globo.com.

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