Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, participou de audiência com juiz auxiliar do ministro André Mendonça nesta terça-feira para validar sua delação junto à Procuradoria-Geral da República. Na reunião, o magistrado confirmou a voluntariedade do acordo, requisito essencial para sua homologação. Mendonça segue como relator do caso e ainda não definiu cronograma para a decisão.
Segundo sua delação assinada em agosto, Mineiro era responsável por gerar dinheiro em espécie para a equipe de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O delator movimentou aproximadamente R$ 1,3 bilhão durante cinco anos, com valores entregues em malas destinadas ao pagamento de propinas, conforme seu relato à PGR.
O empresário descreveu o funcionamento da operação: solicitações chegavam por WhatsApp de Vorcaro ou Fabiano Zettel, seu cunhado. Mineiro contatava três operadores que faziam transferências bancárias para empresas indicadas, incluindo uma distribuidora de combustíveis. O dinheiro era obtido através de contatos no Brás e na região de combustíveis de São Paulo. As entregas das malas aconteciam no subsolo do prédio da Entre Investimentos ou na garagem da residência de Zettel, ambos no Itaim Bibi.
Mineiro é sócio da Entre Investimentos, empresa que realizou repasses estimados em US$ 12,3 milhões para o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Os valores foram direcionados a fundo sediado nos EUA controlado por advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, após solicitação do senador Flávio Bolsonaro. Para comprovar seus relatos, o delator apresentou recibos de malas, contratos simulados, registros bancários e tabelas com datas e valores transferidos.
Com informações de g1.globo.com.