O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, explicou durante live nesta quinta-feira que seu gabinete considerou os e-mails de filiação ao partido Missão como mensagens de spam. Segundo ele, a assessoria recebe centenas de mensagens diárias e não identificou as comunicações automáticas do partido, tratando-as como correspondência indesejada.
O problema surgiu quando Flávio não conseguiu registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral por estar filiado ao Missão nos registros. O senador negou ter tentado se filiar voluntariamente ao partido e afirmou que alguém acessou indevidamente sua conta. Entre os e-mails recebidos, havia um solicitando pagamento via pix para completar a filiação, seguido por cobranças posteriores.
O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a filiação não resultou de hackeamento do sistema, mas de uso indevido das credenciais partidárias por alguém com acesso ao Missão. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ordenou o restabelecimento da filiação de Flávio ao Partido Liberal e excluiu o vínculo com o Missão de seu histórico. A Polícia Federal foi acionada para investigar o ocorrido.
O candidato também mencionou uma tentativa de filiação sua ao PT, classificando a organização como criminosa. O prazo para registro de candidaturas encerra no sábado às 19h.
Com informações de g1.globo.com.