A manhã de segunda-feira (3) marcou novo capítulo da retomada de área pública no Parque Ecológico Ezechias Heringer. A Agefis, com apoio do Batalhão de Choque, cavalaria e 4º BPM, retomou a operação de desocupação que havia começado em janeiro. Duas pessoas foram presas durante a ação, que focou na região próxima ao Setor de Oficinas Sul.
Desde abril, 85 chacareiros haviam sido notificados para deixar o local. Após recorrerem da decisão, a maioria viu seus pedidos de permanência negados na semana anterior. De todo o contingente, apenas 11 conseguiram liminares que impedem demolição das construções. Os demais 66 ocupantes, incluindo uma chácara de criação de pássaros, enfrentam retirada da área conhecida como Favelinha.
O governo identificou famílias com direito a benefícios e, conforme informações oficiais, transferências de recursos começaram em abril. A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos conduziu levantamento com os moradores para estruturar políticas de assistência durante o processo de desocupação.
A reintegração de posse remonta a 1996, quando chacareiros foram indenizados ou reassentados, mas permaneceram na região. Desde então, as propriedades foram parceladas e novos ocupantes chegaram. Além da questão fundiária, a criação de animais na área preocupa órgãos ambientais. Segundo o Ibram, resíduos da pecuária chegam ao Rio Guará, impactando a qualidade ambiental do Lago Paranoá.
Com informações de g1.globo.com.