📍 Brasília, DF

Operação prende suspeitos de ‘máfia das funerárias’

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal executaram operação que resultou na prisão de 12 pessoas acusadas de integrar a chamada “máfia das funerárias”. Um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) está entre os alvos de mandado de prisão temporária. A investigação aponta cobrança de valores entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil por documentos de óbito falsificados.

O esquema funcionava por meio de fraude elaborada: os suspeitos monitoravam frequências de rádio da Polícia Civil para chegar antes dos servidores do Instituto Médico Legal (IML) em cenas de morte. Se apresentavam como agentes públicos responsáveis por captação de órgãos e contatavam as famílias, prometendo agilidade e menos sofrimento no processo. As funerárias confirmavam o golpe ao retornar com oferecimento de serviço médico e funerário.

Segundo a polícia, criminosos avaliavam a situação financeira das vítimas no local para definir o valor a cobrar. Um médico integrante da quadrilha assinava laudos de causa de morte sem sequer examinar os cadáveres. O vigilante do HRT recebia percentual em propina por cada corpo informado ao esquema. Foram cumpridos ainda 12 mandados de busca e apreensão em Vicente Pires, Lagos Sul e Norte e Taguatinga.

A operação, denominada Caronte, investigou pelo menos 30 famílias vítimas do esquema. A polícia estima que muitas vítimas ainda desconhecem ter sido enganadas. Os suspeitos responderão por associação criminosa, estelionato, crime contra consumidor e falsidade ideológica.


Com informações de g1.globo.com.

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