A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal realizaram operação para prender 12 pessoas suspeitas de integrar esquema criminoso que cobrava entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil por atestados de óbito fraudulentos. Entre os alvos está um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga, que recebia propina ao informar sobre mortes na unidade de saúde.
Os suspeitos se passavam por servidores do Instituto Médico Legal e usavam frequência de rádio da Polícia Civil para chegar antes do recolhimento dos corpos. Ao contatar familiares, prometiam processo mais rápido e menos doloroso para atestar a morte, depois confirmado por funerárias que ofereciam serviços pagos em momento de vulnerabilidade das vítimas.
A investigação começou em abril após funcionários do IML desconfiarem das ações criminosas. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Vicente Pires, Lagos Sul e Norte e Taguatinga. Os suspeitos responderão por associação criminosa, estelionato, crime contra o consumidor e falsidade ideológica. Até o momento, 30 famílias foram identificadas como vítimas do golpe.
Com informações de g1.globo.com.