📍 Brasília, DF

Polícia prende suspeitos de fraude em atestados de óbito

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal cumpriram mandados na manhã desta quinta-feira para prender 12 pessoas envolvidas em um esquema criminoso que aplicava golpes ao atestar óbitos. Entre os suspeitos estava um vigilante do Hospital Regional de Taguatinga, que será alvo de prisão temporária.

A fraude funcionava de forma sofisticada: os criminosos copiavam frequências da Polícia Civil para chegar antes dos servidores do Instituto Médico Legal em locais de morte. Eles se apresentavam como agentes públicos e ofereciam atestados de óbito supostamente mais rápidos e menos dolorosos. As funerárias confirmavam a proposta e avaliavam o poder aquisitivo das famílias para cobrar entre R$ 1,5 mil e R$ 8 mil pelo serviço que deveria ser gratuito.

O vigilante taguatinguense recebia propina ao informar óbitos ocorridos no HRT para os suspeitos. Todos vão responder por associação criminosa, estelionato, crime contra o consumidor e falsidade ideológica. A investigação começou em abril após servidores do IML desconfiarem da ação dos criminosos.

Até o momento, 30 famílias foram identificadas como vítimas. A operação, chamada Caronte em referência ao mitologia grega, é apenas a primeira fase. Expectativa é que outras vítimas ainda prestem queixa na Polícia Civil.


Com informações de g1.globo.com.

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