O eletrofunk deixou de ser um som periférico para se tornar febre nas principais festas do interior. A mistura do tamborzão e vozes do funk com batidas de house e EDM conseguiu ultrapassar barreiras que demoraram mais de uma década para cair. Artistas como DJ Brenno Paixão, DJ Jiraya UAI, MC Jacaré e Jeninho agora rodam o país com sucessos que ocupam as paradas mais ouvidas, como “Rua de Ouro”, que recentemente entrou no top 50 do Spotify.
O gênero enfrentou resistência de sertanejos tradicionalistas por anos, mas o ponto de virada chegou com colaborações entre artistas de peso. Quando nomes como Luan Pereira e Ana Castela gravaram com produtores de eletrofunk, a bolha estourou. Luan Pereira reconhece que havia desconfiança inicial sobre as letras e a qualidade do trabalho, mas observa que a geração que produz eletrofunk merece respeito e compartilha raízes com o sertanejo. Após a pandemia, principais feiras agropecuárias e festivais de rodeio passaram a incluir eletrofunk em seus lineups, atraindo público mais jovem.
A divulgação segue um caminho peculiar: pen drives são os grandes aliados. Enquanto plataformas como Spotify e YouTube ajudam na conexão com o público, os aparelhos portáteis funcionam offline e facilitam a reprodução nos paredões de som das festas de rua. A cultura do som automotivo mantém essa estratégia viva, especialmente em regiões como Goiás, Paraná e interior do Brasil em geral, onde carros de som tocam as músicas em pen drive enquanto circulam pelas cidades.
Com informações de g1.globo.com.