A cena hip-hop de Ceilândia perdeu uma de suas figuras mais importantes neste domingo. Rivas Álibi, 56 anos, faleceu vítima de câncer de pulmão, diagnosticado no fim de junho. Considerado um dos pioneiros do movimento no Distrito Federal, ele transformou a música e o grafite em instrumentos de inclusão social, deixando marcas profundas entre gerações de artistas e jovens da região.
Amigos e colaboradores reuniram-se terça-feira em velório marcado por homenagens e reconhecimento. O rapper Will destacou que a influência de Rivas extrapolou fronteiras locais. “Ele viveu a cultura hip-hop por completo”, afirmou, reforçando que o legado do artista impactou cenários nacionais. Marquinhos, da Tropa de Elite, relembrou parcerias em projetos sociais realizados em mais de 100 escolas do DF, ressaltando contribuições que foram além da música e das rimas.
O grafite nos muros das comunidades, a atuação em espaços educacionais e a criação da Casa do Hip Hop de Ceilândia são marcas deixadas por Rivas. Amigos e artistas reforçam a importância de preservar essas iniciativas para manter viva a história construída pelo pioneiro. Sua trajetória de mais de quatro décadas segue como inspiração para educadores e jovens que encontram na cultura urbana oportunidades de expressão e transformação.
Com informações de jornaldebrasilia.com.br.