A confirmação da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, anunciada na quarta-feira e em vigor desde 22 de julho, frustra interlocutores do senador Flávio Bolsonaro (PL). O pré-candidato esperava um adiamento da medida e já tinha discurso articulado: teria evitado o tarifaço através de negociações com a equipe de Donald Trump. A estratégia chegou a ser formalizada em carta enviada ao governo americano.
Diante do resultado desfavorável, Flávio Bolsonaro buscou responsabilizar o presidente Lula pelas tarifas, argumentando que a decisão reflete falhas nas negociações do atual governo. O senador chegou a responder publicação do secretário de Estado americano Marco Rubio reforçando essa narrativa. Contudo, pesquisa Quaest mostra que 51% dos brasileiros concordam com a versão de Lula sobre o tarifaço, enquanto apenas 30% apoiam a explicação do pré-candidato do PL.
Os números prejudicam ainda mais a campanha de Flávio Bolsonaro. O levantamento revela que 49% atribuem as tarifas a uma retaliação ao Pix, conforme alega Lula, contra 33% que aceitam ser resposta a críticas do presidente aos Estados Unidos. A pesquisa também aponta aumento na vontade de votar em Lula e redução na intenção de apoiar Bolsonaro, explicita o cenário desfavorável.
Reservadamente, colaboradores do senador reconhecem que o tema desgasta sua candidatura e desejam que saia do noticiário. Porém, a questão deve retornar à campanha através da equipe de Lula, mantendo o assunto em debate público até as eleições.
Com informações de g1.globo.com.