A Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal cancelou as vistorias em ônibus e micro-ônibus de sexta-feira após operação que desarticulou esquema de corrupção envolvendo servidores da pasta. Quatro funcionários foram presos: os vistoriadores William Ney Rosa, Edson Sousa de Oliveira e Carlos Pereira Rosa, além do auditor fiscal Willians Fonseca.
Investigadores apontam que os envolvidos cobravam entre R$ 400 e R$ 800 em troca do sinal de autorização que permitia ônibus irregulares circularem. A prática afetava cooperativas como Coopertran, Cootarde e Cootransp. Durante os mandados, a polícia apreendeu R$ 10.770, duas armas e um veículo. O Ministério Público estima que entre quatro e cinco ônibus deixavam de passar por vistoria diariamente.
A operação denominada Checklist ocorreu simultaneamente em sete regiões do DF, incluindo Ceilândia. Do total de 14 pessoas que a Justiça determinou prender, dez foram localizadas; as outras são consideradas foragidas. Entre os detidos está Valdir Luiz França, acusado de explorar serviço de transporte rural em Planaltina junto com esposa e filha.
O Ministério Público não descarta aceitar acordo de delação premiada. Parte dos presos foi depoimento já na sexta, com alguns confirmando detalhes do esquema e outros permanecendo em silêncio. A próxima etapa inclui análise das provas e possível oferecimento de denúncia, o que pode resultar em prisão preventiva por tempo indeterminado.
Com informações de g1.globo.com.