A Secretaria de Mobilidade suspendeu vistorias em ônibus e micro-ônibus após a prisão de quatro servidores em operação que apura cobrança de propina para liberar licenças. A investigação descobriu um esquema onde funcionários recebiam entre R$ 400 e R$ 800 para fornecer o selo de vistoria a veículos que não tinham condição de circular com segurança.
A operação batizada de Checklist foi realizada simultaneamente em várias regiões, incluindo Ceilândia. Foram presos vistoriadores e auditores fiscais, além de exploradores do serviço de transporte. A polícia apreendeu R$ 10.770, duas armas e um veículo apontado como resultado das propinas. Três cooperativas são apontadas como envolvidas no esquema: Coopertran, Cootarde e Cootransp.
Segundo estimativas do Ministério Público, quatro ou cinco ônibus deixavam de passar por vistoria diariamente, embora o número possa ser maior considerando que cerca de 54 veículos são vistoriados por dia. Em casos documentados, vistoriadores ignoraram problemas como vazamento de óleo e defeitos em elevadores. O MP avalia a possibilidade de aceitar acordos de delação premiada dos envolvidos.
Com informações de g1.globo.com.