A Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal cancelou as vistorias em ônibus e micro-ônibus agendadas para sexta-feira após a Polícia Civil e Ministério Público prender quatro servidores da pasta. A operação, batizada de “Checklist”, investigava cobrança de propina em troca de licença para circular a veículos de cooperativas com irregularidades graves.
Entre os detidos estão os vistoriadores William Ney Rosa, Edson Sousa de Oliveira, Carlos Pereira Rosa e o auditor fiscal Willians Fonseca. Segundo investigadores, o esquema funcionava com pagamentos entre R$ 400 e R$ 800 por veículo, variando conforme o tipo de irregularidade. Durante a operação, foram apreendidos R$ 10.770, duas armas e um veículo obtido através da propina. As buscas ocorreram em Ceilândia, Planaltina, Samambaia, Park Way, Vicente Pires, Paranoá e Recanto das Emas.
A polícia aponta três cooperativas envolvidas: Coopertran, Cootarde e Cootransp. O esquema permitia que ônibus em péssimas condições recebessem o “selo de vistoria” e circulassem sem fiscalização. Estimativas indicam que quatro ou cinco ônibus deixavam de passar pela vistoria diariamente, quando cerca de 54 são inspecionados por dia. O Ministério Público não descarta delação premiada e analisará as provas para decidir sobre prisão preventiva.
Com informações de g1.globo.com.