A Secretaria de Mobilidade suspendeu as vistorias em ônibus e micro-ônibus após a Polícia Civil e Ministério Público prender quatro servidores da pasta. A operação, batizada de Checklist, ocorreu simultaneamente em Samambaia, Planaltina, Park Way, Ceilândia, Vicente Pires, Paranoá e Recanto das Emas.
Segundo as investigações, havia um esquema de cobrança de propina que variava de R$ 400 a R$ 800 para liberar o certificado de vistoria a ônibus de cooperativas que não tinham condições de circular. Durante os mandados, foram apreendidos R$ 10.770, duas armas de fogo e um veículo considerado resultado da exploração ilegal. Três cooperativas estão envolvidas: Coopertran, Cootarde e Cootransp.
Entre os dez localizados estão os vistoriadores William Ney Rosa, Edson Sousa de Oliveira e Carlos Pereira Rosa, além do auditor fiscal Willians Fonseca. A Justiça havia determinado prisão temporária de 14 pessoas, mas quatro ainda não foram localizadas. O Ministério Público estima que quatro ou cinco ônibus deixavam de passar por vistoria diariamente, em um total de cerca de 54 avaliações por dia.
O MP não descarta a possibilidade de aceitar acordo de delação premiada. Parte dos detidos prestou depoimento, com alguns confirmando os fatos e outros permanecendo em silêncio. A próxima etapa envolve análise das provas colhidas para eventual oferecimento de denúncia e possível decretação de prisão preventiva.
Com informações de g1.globo.com.