A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação em Ceilândia e outras regiões do DF para investigar cobrança de propina entre servidores e cooperativas de transporte. Quatro funcionários da Secretaria de Mobilidade foram presos, entre vistoriadores e auditor fiscal, acusados de receber entre R$ 400 e R$ 800 para liberar licenças a ônibus em péssimas condições. A operação apreendeu R$ 10.770, duas armas e um veículo que teria resultado do esquema.
Segundo investigadores, três cooperativas estão envolvidas: Coopertran, Cootarde e Cootransp. O procedimento funcionava em duas etapas de vistoria, e os envolvidos combinavam horários para que os ônibus chegassem quando o vistoriador receptador de propina estivesse presente. Em casos documentados, um vistoriador ironizou defeitos graves, sugerindo que eram facilmente solucionáveis mediante pagamento.
A Secretaria de Mobilidade suspendeu as vistorias previstas na sexta-feira (1º) como resposta à operação. O Ministério Público estima que quatro ou cinco ônibus deixavam de passar por inspeção diariamente, número que pode ser ainda maior considerando que aproximadamente 54 ônibus são vistoriados por dia. Dez pessoas foram localizadas e presas; a Justiça havia autorizado a prisão de 14, sendo o restante considerado foragido.
O MP não descarta a possibilidade de aceitar acordos de delação premiada. A próxima etapa envolve análise de provas para eventual oferecimento de denúncia, quando poderá ser decretada prisão preventiva dos acusados por tempo indeterminado.
Com informações de g1.globo.com.