A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um bebê recém-nascido do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) na terça-feira. A criança, com apenas 12 dias de vida, desapareceu de um alojamento conjunto onde estava com a mãe. A supervisora de enfermagem acionou a direção por volta do meio-dia, quando foi procurar a criança para retirar um acesso venoso.
Segundo testemunhas, uma mulher vestindo roupa florida foi vista saindo do quarto. A mãe, uma jovem de 19 anos, aguardava em fila no corredor durante um “dia de beleza” na instituição – evento que oferecia serviços de manicure, cabeleireira e maquiagem aos pacientes. O diretor-geral do Hran, José Adorno, admitiu o sequestro mas não soube explicar como o bebê saiu da unidade.
O hospital conta com 28 câmeras de segurança na instituição, sendo seis delas na maternidade (segundo andar). Nenhuma delas grava imagens. Funcionários fazem apenas o monitoramento em tempo real. De acordo com auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal de 2016, o Hran instalou 20 câmeras, mas faltou estrutura técnica – como switches para conectar os equipamentos aos servidores – para que funcionassem.
A Divisão de Repressão ao Sequestro conduziu a investigação. A Polícia Civil anunciou que divulgaria as características da suspeita e um retrato falado e pediu informações pelo Disque Denúncia, 197. A criança nasceu na Estrutural e estava internada para tratamento. O diagnóstico é sigiloso, mas tinha acesso venoso que seria removido naquele dia.
Com informações de g1.globo.com.