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Mobilidade urbana é prioridade na Ceilândia

A corrida eleitoral para o Palácio do Buriti começa a levar em conta características específicas do eleitorado em cada região administrativa do Distrito Federal. Uma pesquisa do ObservaDF, analisada pela professora Ana Maria Nogales da UnB, mostra que na Ceilândia e em outras regiões de baixa renda, as prioridades são bem diferentes daquelas das áreas mais abastadas.

Nas zonas de baixa renda, que englobam a Ceilândia, vivem 19,7% do total de eleitores do DF. Para esse contingente, questões como mobilidade urbana ganham peso especial nas campanhas. A pesquisadora aponta que o deslocamento diário entre trabalho e casa, associado aos engarrafamentos crônicos e à qualidade deficiente do transporte público, configura uma pauta central para esses eleitores.

O contraste entre as regiões é nítido. Enquanto áreas de alta renda concentram eleitores com ensino superior completo e estrutura etária mais envelhecida, as regiões como a Ceilândia enfrentam realidades socioeconômicas distintas. Segundo o estudo, campanhas focadas em temas caros aos eleitores mais ricos podem não repercutir entre quem vive na Ceilândia, já que o cotidiano é radicalmente diferente.

Com 2,2 milhões de eleitores aptos a votar no DF em 2026, os candidatos precisam considerar essas desigualdades socioespaciais que marcam o território para formular propostas que ressoem com públicos específicos, especialmente nas zonas de menor renda.


Com informações de jornaldebrasilia.com.br.

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