📍 Brasília, DF

Amorim defende posição do Brasil contra terrorismo para facções

Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, compareceu a uma audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para esclarecer a posição do governo brasileiro sobre organizações criminosas. Ele ressaltou que não existe “qualquer complacência” do Executivo federal com facções criminosas, afastando críticas sobre tolerância com o crime organizado.

O governo se opõe à equiparação de facções criminosas a organizações terroristas por entender que essa medida não traz “ganhos concretos” para a cooperação internacional e gera riscos à soberania e ao campo econômico do país. Amorim explicou que a posição não minimiza a gravidade dos crimes cometidos por essas organizações, mas reflete uma avaliação estratégica sobre as consequências dessa classificação.

O debate foi motivado pela decisão dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O assessor defendeu que o Brasil deve manter autonomia para definir como o crime será combatido juridicamente, dentro dos marcos constitucional e democrático, e ampliar a cooperação internacional preservando seus interesses.

Amorim reafirmou o compromisso do governo Lula com o combate ao crime organizado e à segurança pública, argumentando que divergências com Washington devem ser administradas por meio do diálogo e do respeito ao direito internacional, considerando os laços econômicos, políticos e diplomáticos entre os dois países.


Com informações de g1.globo.com.

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