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Ridley Scott entrega direção sólida em épico apocalíptico

Ridley Scott chega aos cinemas nesta quinta-feira com ‘Ponto sem retorno’, mais um lançamento que reafirma o vigor criativo do diretor aos 88 anos. O filme se passa num futuro onde um vírus devastou a humanidade, acompanhando Hig, um sobrevivente que vive numa base aérea abandonada ao lado do amigo Bangley e seu cão Jasper. Quando um pouso forçado o leva a um rancho isolado, onde conhece Cima e seu pai Pops, a trajetória do personagem ganha novos contornos entre a busca por paz e a necessidade de enfrentar perigos crescentes.

A direção de Scott se destaca pelo domínio técnico inquestionável. A fotografia e o design de produção ganham particular atenção, enquanto o cineasta estrutura a obra em duas partes bem distintas: a primeira mais contemplativa, focando na rotina do protagonista e sua relação com o cão, e a segunda marcada por ritmo tenso e acelerado, com toques que remetem ao faroeste. Apesar dessa divisão, Scott mantém o controle narrativo sem perder a coesão do filme.

O maior entrave está no roteiro de Mark L. Smith, inspirado no livro de Peter Heller. A história padece pela falta de originalidade, repleta de situações que ecoam produções clássicas do gênero como ‘Jogos Vorazes’, ‘Eu sou a Lenda’ e ‘Extermínio’. O perfil psicológico dos personagens e diversas cenas deixam uma impressão de déjà vu que enfraquece o excelente trabalho técnico do diretor. A primeira metade também corre o risco de cansar o espectador pela sensação de arrastamento, apesar de bem executada.


Com informações de g1.globo.com.

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