Yayoi Kusama, famosa pelas pinturas obsessivas repletas de bolinhas e representações de abóboras, faleceu aos 97 anos em um hospital em Tóquio, no dia 14 de agosto. Segundo comunicado de seu site oficial, a artista dedicou toda sua vida à criação artística, construindo uma carreira internacionalmente aclamada como pioneira da vanguarda, atuando em artes visuais, performance, ficção e poesia.
Frustrada com a sociedade japonesa sufocante, Kusama mudou-se para Nova York aos 27 anos, onde conquistou notoriedade rapidamente. Suas obras foram inspiradas em alucinações de luzes piscantes, pontos e flores que experienciava desde a infância. A artista abriu caminho para criadores como Andy Warhol e participou ativamente de manifestações contra a guerra na década de 1960. Apesar dos impactos emocionais vividos na metrópole americana, continuou trabalhando até seus últimos dias sem abandonar o pincel.
No Brasil, Kusama recebeu diversas exposições ao longo dos anos. A mostra “Obsessão Infinita”, realizada em 2014, passou por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, atraindo mais de 500 mil visitantes. Desde 2023, sua obra permanente integra o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), com duas instalações da multiartista japonesa.
Em 2021, uma icônica escultura em forma de abóbora amarela, instalada na ilha de Naoshima desde 1994, foi levada ao mar durante o tufão Lupit. A peça de 2 metros de altura e 2,5 metros de largura era um marco regional na ilha conhecida por seus museus modernos e projetos artísticos.
Com informações de g1.globo.com.