Faltavam três minutos para o apito final e o placar estava zerado. A Portuguesa precisava de um gol para não levar a decisão contra o Sampaio Corrêa-RJ para as penalidades. Foi então que Lucas Hipólito cobrou um lateral de longe, a bola chegou na área e Cadorini se infiltrou pelas costas dos zagueiros adversários para cabecear no canto esquerdo baixo. Sem chances para o goleiro. No agregado, 2 a 1 para a Lusa, que seguiu à terceira fase da Série D.
O gol teve um peso que vai além dos três pontos. A Portuguesa carregava um histórico de eliminações precoces em mata-matas no Canindé — em 2021 e em 2025, a história terminou em frustração dentro de casa. Desta vez, o script foi diferente. A torcida rubro-verde, concentrada no lado oposto ao gol, viu a rede balançar com calma antes de explodir em festa.
A classificação, porém, não veio sem sufoco. O técnico Ademir Fesan manteve a mesma escalação dos dois jogos, com Bertinato no gol, Botteghin e Carlos Lima na zaga, e o trio Cadorini, Igor Torres e Toró no ataque. A Portuguesa teve a bola durante boa parte da partida, mas encontrou dificuldade para furar o bloco baixo do Sampaio Corrêa-RJ. Foram muitas tentativas de jogada de fundo e cruzamentos que não chegavam nem à frente do gol, com pouca disposição para arriscar de fora da área.
A Série D ainda tem dois mata-matas pela frente para que a Lusa conquiste o acesso à Série C. O resultado em si é apenas o segundo passo de quatro necessários, mas o valor simbólico de quebrar um tabu dentro de casa pode funcionar como virada de chave — dentro ou fora de campo.
Com informações de ge.globo.com.