A penitenciária de segurança máxima em Planaltina integra o sistema de monitoramento de conversas em parlatórios adotado por Goiás desde 2020. A medida visa identificar ordens de homicídios, extorsões e outros crimes coordenados por lideranças de facções que continuam exercendo influência dentro das unidades prisionais.
A unidade funciona em parceria com outra instalação similar em Goiânia, ambas abrigando menos de 150 presos atualmente, apesar da capacidade para 390. O monitoramento restringe-se aos indivíduos identificados como lideranças de organizações criminosas conforme análise do setor de inteligência, levando em conta condenações, tempo de pena e histórico de transferências.
A estratégia já apresentou resultados: em 2022, investigações subsidiadas pelas escutas levaram à Operação Gravatas, que prendeu 16 advogados suspeitos de atuar como intermediários entre facções e presos. O modelo goiano serviu de referência para o Ceará, que iniciou monitoramento semelhante em novembro de 2025 e deflagrou operação contra 12 advogados acusados de colaboração com organizações criminosas.
O governo Lula pretende expandir a Lei Raul Jungmann (Lei Antifacção) que autoriza as escutas. Apesar dos resultados operacionais, a iniciativa enfrenta resistência da Ordem dos Advogados do Brasil, contrária ao monitoramento de comunicações nos presídios.
Com informações de jornaldebrasilia.com.br.