📍 Brasília, DF•—

Ataques a símbolos religiosos reacendem debate sobre intolerância

Uma sequência de ataques contra estabelecimentos e imagens religiosas em setembro intensificou as discussões sobre intolerância no Brasil. Em Fortaleza, na madrugada do dia 9, quatro locais foram alvo de incêndios: três lojas católicas e um estabelecimento de umbanda tiveram suas fachadas queimadas. Um dos cartazes deixados no local continha ameaças explícitas aos comerciantes.

Os episódios não se limitaram ao Ceará. Casos semelhantes ocorreram em outras cidades: em Londrina, a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi arrancada; em Salvador, duas imagens mariana foram quebradas, incluindo a de Santa Dulce dos Pobres. A sequência motivou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a determinar investigação da Polícia Federal sobre o padrão de ataques.

Dados do Disque 100 indicam que a intolerância religiosa segue como problema recorrente. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 1.252 denúncias relacionadas a violações de liberdade de crença. Praticantes de candomblé e umbanda historicamente sofrem mais: 270 denúncias entre janeiro e junho, um aumento superior a 40% comparado com o mesmo período de 2025. Denúncias contra católicos também cresceram mais de 100% no mesmo intervalo.

A discussão ressalta que o Brasil, sendo um Estado laico, deve garantir espaço para diferentes expressões de fé. Especialistas alertam que a religião tem sido instrumentalizada como estratégia política de exclusão em diversos contextos globais.


Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.

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