Daniella Marques, integrante da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, detalhou nesta segunda-feira o plano fiscal do candidato do PL à presidência. A proposta envolve cortes de gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto, revisão do arcabouço fiscal e enxugamento da estrutura governamental. Marques enfatizou que o Brasil necessita primeiro recuperar credibilidade antes de implementar qualquer redução orçamentária.
A estratégia se desdobra em quatro etapas: instituição de um Conselho Superior de Governança Fiscal; reformulação do arcabouço para controlar a trajetória da dívida em relação ao PIB; realização de corte equivalente a aproximadamente R$ 190 bilhões conforme resultado de 2025; e implementação de um choque de gestão que modernize e reduza a estrutura administrativa.
Para viabilizar o corte, Marques citou medidas como securitização da dívida ativa, criação de fundo imobiliário com ativos da União, antecipação de royalties, revisão de estatais dependentes e expansão de concessões e parcerias público-privadas. A securitização sozinha poderia gerar entre R$ 200 bilhões e R$ 400 bilhões, enquanto a exploração dos mais de 700 mil imóveis federais também entraria na conta.
Marques não detalhou a contribuição específica de cada medida para atingir o corte de 1,5% nem identificou quais despesas permanentes seriam reduzidas. A auxiliar foi questionada sobre sua possível candidatura à vice na chapa de Flávio, respondendo ser uma honra ter seu nome considerado, embora o candidato ainda não tenha definido seu vice.
Com informações de g1.globo.com.