O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil para investigar a incursão de 12 policiais militares armados em uma escola municipal na Zona Oeste da capital em novembro de 2025. A operação foi desencadeada por denúncia de um pai de aluna de 4 anos contrário a uma atividade envolvendo a orixá Iansã realizada pela instituição.
A promotoria examina possíveis problemas de discriminação racial, uso excessivo de força policial e cumprimento de diretrizes educacionais para relações étnico-raciais. Conforme análise preliminar do MP, não havia fundamentação legal que justificasse a ação policial no estabelecimento de ensino. A Secretaria Estadual de Segurança Pública, porém, concluiu que os policiais agiram adequadamente e descartou abertura de procedimento militar.
A Secretaria Municipal de Educação argumenta que o conteúdo pedagógico estava em conformidade com o currículo oficial e com legislações federais que obrigam o ensino de história e cultura afro-brasileira. O promotor Bruno Orsino Simonetti ampliará a investigação para verificar possível violação do direito à educação e da liberdade na prática pedagógica, conforme disposições legais sobre inclusão de temáticas africanas e indígenas no currículo.
O pai denunciante, também policial militar, foi indiciado por intolerância religiosa pela Polícia Civil estadual.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.