O Ministério Público Federal protocolou uma ação civil pública exigindo controles e segurança nos voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro. A ação foi direcionada contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil, o Instituto Estadual do Ambiente e a prefeitura da cidade. A medida segue um histórico recente de acidentes aéreos na região.
Dois incidentes graves motivaram a ação do MPF. Em junho, dois helicópteros colidiram no ar e caíram no Recreio dos Bandeirantes, matando seis pessoas e provocando incêndio que destruiu dezenas de veículos. Pouco depois, em agosto, outro helicóptero caiu no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, deixando três turistas colombianas e o piloto mortos, além de provocar incêndio na floresta.
O MPF solicitou que helicópteros de transporte remunerado de passageiros, incluindo os voos panorâmicos, sejam direcionados para a Rota Especial de Helicópteros Praia, um corredor aéreo existente a 600 metros da faixa de praia. O órgão pediu também reforço na fiscalização de altitudes mínimas e regras das rotas, além de intensificação da Anac sobre operadores comerciais que não cumpram exigências regulamentares.
Dados do inquérito civil do MPF mostram que empresas do setor realizaram mais de 24 mil voos panorâmicos em um ano, transportando aproximadamente 81 mil passageiros. O procurador-geral informou que o objetivo não é proibir os passeios turísticos, mas impedir que uma atividade usufruída por poucos exponha centenas de milhares de moradores e áreas protegidas aos riscos dos sobrevoos.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.